quarta-feira, 27 de maio de 2009

Aventura Raiana

Mais uma volta, mais uma verdadeira aventura.
Desta vez o palco escolhido foram os belos trilhos raianos de Idanha, Monsanto e Penha Garcia. E foi muito bem escolhido pois, para mim, trata-se dos mais belos locais para um passeio de bike em Portugal! Excelentes paisagens, aldeias tipicas lindissimas, excelentes trilhos e ainda melhores single-tracks. De Samora partimos apenas 6 bttistas (eu, João Aires, Sérgio, Vasco, Fernando Ferreira, Pegaso) após as consecutivas desistências de alguns bttistas fraquinhos!!! Em Idanha estava o Canas e mais 2 colegas de Santarém (Almeida e Tiago), o Flávio e o amigo Paulo e ainda cerca de 5 representantes (incluindo uma rapariga com bom andamento) da Ass. Cicloturismo de Idanha-a-Nova que fizeram muito bem o seu papel de anfitriões. O percurso ia já nos GPS mas a malta de Idanha deu uma bela ajuda até metade da volta. Começámos em Idanha-a-Nova e partimos para a zona da Barragem. Passámos para um singletrack de mais de 3kms em volta da barragem, algo técnico pois tinha alguns calhaus traiçoeiros mesmo no meio. Depois foi um sobe e desce soft por entre o arvoredo e giestas até à aldeia histórica de Idanha-a-Velha. Visitámos as ruinas, o antigo lagar de azeite e depois no pelourinho bebemos as 1ªs mines e comemos umas sandochas. Entretanto um rafeiro que ali surge decide urinar para a roda do Fernando e... não é que o pneu aparece furado?!?! O cão era velho e acho que já urinava ácido sulfurico. De Idanha-a-Velha seguimos por entre os montes raianos até Penha Garcia enquanto um indigena, aparentemente perdido numa bike do modelo sem suspensão, insistia em perseguir-nos por entre aqueles rasgos e cascalho solto... ganda maluco!!. Já tinhamos cerca de 42kms e notavam-se já as 1ªs mazelas e "quebranços", principalmente em 2 bttistas que eu não vou dizer os nomes para não os envergonhar mas que por acaso são... o Vasco e o Fernando! Apanharam de novo o Sindrome das voltas longas... Principalmente o Fernando pois na nossa zona faz 60-70kms em grande prestação e depois nestas voltas quebra sempre aos 40-45kms... e o ritmo era muito calmo mesmo! Agora a sério, acho que o Fernando deveria rever bem a causa desta quebra fisica e tomar algum tipo de suplemento para os musculos e cansaço pois acaba por sofrer e não usufruir em pleno do passeio. De qualquer modo uma palavra para a bravura do Fernando pois ao contrário de muitos nunca se nega e vai a todas! O homem é rijo... ou então é mesmo é maluco! Nem as mines no café de Penha Garcia os safaram.. melhoraram mas a tormenta continuou. Só diziam: "O Charbel vai pagar isto pois insistiu para virmos depois não pôde vir!!!!" O Canas, Sérgio, João Aires e os 2 colegas do Canas subiram até ao cimo da vila por uma autêntica parede e fizeram toda a encosta da serra onde acabaram por descer por um trilho altamente técnico! Os restantes seguiram para Monsanto fazendo a abordagem pela calçada romana. Uma autentica parede de paralelos desnivelados onde era mesmo impossivel subir em cima da bike... foi uma longa caminhada pedestre a subir! Já no Castelo de Monsanto fomos alcançados pela malta que subiu a Penha Garcia. Foi uma incrivel subida até esta aldeia que é conhecida pela aldeia mais portuguesa de Portugal. Para mim é a 2ª aldeia mais bela que já estive, depois de Piódão. Vale mesmo a pena nem que seja num passeio de carro! A aldeia é toda em pedra granitica, mas toda mesmo e as próprias casas são construidas em cima destes enormes pedragulhos. Um episódio engraçado foi o facto de, numa subida no centro da aldeia, reparei que o Vasco vinha mesmo atrás.. parámos e.. o homem tinha deixado o camelback mais abaixo, no inicio da aldeia. E como se não bastasse um passaro ainda se lembrou de aliviar em cima do homem... eheh... não podia ser pior! Mas deu para rir! Para sair de Monsanto não foi tão facil como parecia. Enquanto um casal nos mandou para uma descida de uma rota pedestre, ignorávamos os conselhos de um local que nos dizia: "Por aí não, aí nem com a bicicleta às costas" e eu insistia, só para o calar: "Não faz mal, nós estamos habituados! Nós gostamos é disto!" Bem... foram cerca de 2kms a descer por entre os pedragulhos do tamanho de carros, com a burra nas costas e mesmo assim houve quedas... do pior que já descemos. Aquilo só com corda!! Acho que batemos um recorde de maior nº de asneiras por metros percorridos! De Monsanto seguimos de novo para Idanha-a-Velha e desta para a barragem onde se seguiu uma das partes mais duras da volta. É verdade, guardaram a parte mais dificil para o fim pois as subidas eram mais longas, tinha 1 singletrack bem durinho e ainda por cima decidimos inventar e tentar atalhar, o que nos custou mais uns 30-40 mints onde andámos algo perdidos. (Meus ricos prints do Google Earth que nunca me deixaram ficar mal...ehehe). Qual GPS qual quê! Valeu-nos o instinto de orinetação do Pegaso que, de cima de um monte e após encontrar o caminho correcto, assobiava que nem um pastor para as ovelhas (eu e o Canas pensávamos mesmo que era um pastor e insistiamos em ignorar o assobio!). Mais umas subidazitas, um bode perdido, estradas entre muros de pedras, trilhos com rasgos e cascalho, o Sérgio a empatar nas descidas (esse fraquinho que se desculpava com os travões), um Fernando rejuvenescido após ingerir a poção mágica do druída Almeida feita artesanalmente pelo próprio (acho que aquilo só não tinha água e drogas leves... granda bomba!!!). Após algum esforço e principalmente MUITAS horas chegámos aos carros. Foram 84kms para quem fez a volta mais curta e 89kms para a volta mais comprida. O ritmo foi calmo, excelentes paisagens, aldeias lindissimas, os trilhos foram técnicos mas não muito duros, apenas 2-3 subidas bem puxadas, 3 excelentes singletraks, 4 furos, 2 quedas ligeiras, várias mines e essencialmente.... excelente convivio e grande aventura!
Uma palavra de agradecimento para a simpatia, acolhimento e disponibilidade dos representantes da Ass. Cicloturismo de Idanha-a-Nova.

Boas pedaladas e até à próxima aventura,

Daniel Brites

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Os Mutantes

by Charbel

A crónica de Domingo (17 Maio 09) vem atrasada, é um facto. Isso deveu-se a uma semana particularmente agitada quer em termos profissionais quer em termos particulares.
Mas vamos ao que interessa.

No passado Domingo combinámos uma volta de estrada bem ligeira para se ultimarem os preparativos da volta de Idanha. A volta prevista era a de St. Estêvão e como tal o material a utilizar seria de estrada.
Pois é, pois é, eu disse que seria, mas não foi!
E perguntam vocês: - E porquê? - Porque, o Sr. Domingos e o Marçal apresentaram-se com pneus de BTT. O primeiro porque não leu o E-mail, o segundo porque não tem outros, eh, eh, eh…..
Mas não pensem que fica por aqui a questão do material circulante, eh, eh, eh. O que se passou foi hilariante, meus amigos, pois nunca tinha visto um pelotão tão esquisito! Parecia um pelotão de mutantes, senão vejamos:

O Bttista Vasco, resolveu ir ao baú e saca-me de lá uma bicicleta de estrada da marca………….huuuuuuuuu (suspense)…………….Peugeot, ah, ah, ah, ah……….
Sim isso mesmo! O homem apareceu montado numa peça de museu, marca Peugeot, mas que infelizmente para ele não tinha motor. Eu acho que ele estava um pouco envergonhado, vai daí, levou o tempo todo a dizer que a iria restaurar e que até ia arranjar os autocolantes originais através da NET!!!!!
A máquina segundo ele pertence à década de setenta, mas cá para mim ela deve ser dos anos 20. Tal facto estava bem patente, devido ao seu design e também devido aos vários quilos de ferrugem, eh, eh, eh……

Giro, giro, foi o facto desta Peugeot só ter seis mudanças e ainda por cima a mais leve não funcionava, obrigando o Vasco a uma sobrecarga de esforço, a par de uma sobrecarga no seu traseiro, eh, eh, eh! Leram bem, mas nada de más interpretações, acontece que o selim desta máquina mais parecia um instrumento de tortura da idade média, eh, eh, eh…..

Bem, apresentada a primeira “aberração”, prosseguimos para a seguinte, que não fica nada atrás da primeira. E porquê? Porque estamos a falar da bike semi-voadora do Marçal. Recordam-se certamente do tralho histórico que esta máquina proporcionou ao nosso amigo Marçal!
Pois bem, agora já nada é como dantes, uma vez que o nosso “incrível Marçal” resolveu substituir a mola saltitona da suspensão traseira, por uma barra de ferro. Isto até faz lembrar o Mítico Prof. Alexandrino, porque a bike dele agora está “firme e hirta como uma barra de ferro”.
Para o próximo evento o Marçal é bem capaz de aparecer com os amortecedores da frente soldados para completar a metamorfose da sua bike de suspensão total para rígida!

Em terceiro lugar posso colocar a minha antiga e maltratada bike (maltratada pelas más línguas), que ao receber uns magníficos pneus de estrada se transformou numa bike de estrada de pleno direito, não esquecendo nunca do seu acessório já celebrizado e baptizado como cadeira ginecológica, eh, eh, eh…..
Para quem não está a perceber nada, informo que se trata de um acessório tipo triatlo colocado no guiador, que permite adoptar uma posição aerodinâmica e assim atingir velocidades estonteantes!

De resto tínhamos o Fernando com a sua BTT devidamente equipada com pneus de estrada.
Como vêem, parecia um pelotão saído directamente das trevas, eh, eh, eh……

Ao iniciarmos a volta fomos (facilmente) alcançados por um ciclista de estrada. Era o Luís, um bacano que costuma andar connosco em BTT mas cujo apelido desconheço. Apenas sei que é de V.F.Xira e que agora mora em Samora. O Aires é que o conhece bem.
A partir desse momento o ritmo aumentou e o Vasco foi ficando para trás. Até St. Estêvão assistimos a um trio muito rápido, constituído pelo Fernando Ferreira, o Marçal e o Luís. Eu e o Sr. Domingos viemos sempre solidários com o Vasco.
Chegados a St. Estêvão deu-se a separação do Fernando que estava possuído e foi fazer a volta maior pela Fajarda/Foros de Salvaterra/Marrocos, etc.

Na subida pensei que o Vasco seria forçado a ir a pé, mas desenganem-se as mentes maldizentes, pois o homem tinha vindo todo o caminho a fazer bluf e passou por mim a alta velocidade sempre a subir em 5ª velocidade, eh, eh, eh……
Acontece que a partir daí começou o festival do Sr. Domingos e do Luís, que foram sempre a “abrir” rebentando definitivamente com o Vasco que a muito custo se arrastou até Samora, onde terá recebido os primeiros cuidados médicos, eh, eh, eh……
O Marçal estranhou estar tão cedo em casa e queria ir dar outra volta mas lá o conseguimos chamar à razão e então ele optou por ir pedalar em casa na sua bike estática.
O Fernando ligou-me quando cheguei a casa, para saber se estava tudo bem connosco (isto é que é ser amigo) e estava muito satisfeito pois havia feito cerca de 70 Km, nada mau para quem estava em baixo de forma!



Boas pedaladas

Charbel

domingo, 26 de abril de 2009

A Grande Escalada à Serra da Estrela – um relato bem fresquinhoooo…

25 Abril 2009
Mais um objectivo cumprido e uma excelente aventura vivida!
Foram 10 os bravos que desafiaram a mais alta montanha de Portugal Continental (Daniel, Zé Carlos, Sérgio, João Aires, Fernando Ferreira, Miguel Paiva, Pegaso, João Canas e 2 colegas de Mação).
Mais de 2000 metros de esforço mas igualmente 2000 metros de vontade de alcançar mais um objectivo como ciclista ou bttista!
Habituei-me durante anos a ver na televisão a Volta a Portugal e o meu comentário era sempre o mesmo: “Como é que aqueles malucos conseguem subir aquela montanha de bicicleta sem parar??? Devem ter uma preparação incrível… aquilo é sobre-humano!!!”
Afinal meus amigos… muito fraquinho!!! Estou a brincar: é duro sim senhor mas também nada de inalcançável ou impossível. Aliás, acho que já tive voltas que me custaram mais! Juro!
É sem dúvida uma questão de mentalização e preparação psicológica. Abstrairmo-nos do que temos pela frente, mentalizarmo-nos que serão 28-30 kms sempre a subir e depois faze-lo ao ritmo próprio de cada um, calmamente e desfrutar da paisagem o máximo possível.
Chegámos à Covilhã perto das 9:30 e às 10h estávamos a andar. O dia estava muito bom, com sol e temperatura amena! E… começou a subir mal nos montámos na bike. Passámos pelo centro da cidade e encaminhámo-nos para a Serra. Logo à saída da cidade, um autóctone serrano acompanhou-nos na escalada. Lá ia ele dizendo que fazia grande parte da serra todas as semanas e que a serra era dura, que havia muitas “paredes” pela frente enquanto eu lhe dizia que nós não estávamos habitados a serra nem grandes subidas pois era tudo plano na nossa zona. Enquanto isto eu ia só com ele e o ritmo ia aumentando… e eu dizia “por enquanto não está a ser muito puxado!!” e ele contrapunha “olha que já ali à frente temos 4 rampas duríssimas. Vais ver!!” e lá íamos sempre certinhos. Ao passarmos 2 das 4 rampas duríssimas e um silêncio de 5 minutos, começo a ouvir um arfar intenso atrás de mim e depois ouço isto: “Epááá vocês têm um grande endurance… isto para mim é muita pulsação… vou ter com o vosso colega lá abaixo!”. Deu-me vontade de rir e pensei na sorte dele de não ir na roda do Zé Carlos ou do Sérgio. Acho que se teria mandado de bike num dos precipícios que íamos passando. A parte mais dura foi mesmo da Covilhã até ao Sanatório e depois na subida até ao túnel, já mais perto da Torre. É sempre a subir… só há cerca de 1km plano perto do cruzamento para Manteigas… o resto foram 28kms sempre a subir, sempre a dar… ufff!
Como se ainda fosse pouco o Zé Carlos, Sergio, Canas, Miguel e colegas do Canas, a caminho da Torre voltaram para baixo para Manteigas e fizeram os 15kms a descer para depois poderem subir os mesmos 15kms… malucos! Eu segui com o Aires, o Fernando seguiu com o Pegaso directos até à Torre. Achámos que já era castigo suficiente! À medida que estávamos pertíssimo da Torre, já um pouco estoirados com a subida, o tempo ia mudando e o céu estava coberto com nuvens, nevoeiro e um vento incrivelmente frio e gelado! Eu e o João chegámos à Torre cansados mas muito contentes por ter alcançado o objectivo. O problema é que gelámos muito rapidamente e quando descemos não sentíamos nem as mãos nem os pés. E sem sensibilidade nas mãos era impossível de travar na descida. Então tivemos que parar e, por 10 minutos, tentei aquecer as mãos… não conseguia, doíam como nunca me tinham doído, tremíamos por todo o lado… e então fizemos o que eu nunca sequer pensei que tivesse que fazer: urinámos para as mãos!!! É verdade, não me orgulho disso mas o que é certo é que resultou! E eu até estava à rasquinha para aliviar. Foram 2 alívios! num só! Mais adiante encontrámos o Pegaso e o Fernando (tinham parada para comer uma enorme sandes de queijo da serra, os espertos!!!) e avisámo-los da baixa temperatura lá em cima! A descida demorou cerca de 20 minutos. Foram 2:40 a subir e 20 minutos a descer! Ainda ultrapassámos mais de 6 carros a descer. Até se assustavam pois não estavam por certo à espera!
Com o frio, a descida foi muito complicada! Subir foi difícil e árduo mas foi a descer que muitos de nós realmente sofremos, devido ao frio e à dificuldade de aquecer com aquele ventinho gelado!
Já perto do carro, eu e o João Aires fomos ao merecido banho quente enquanto o roupeiro e responsável dos balneários, estranhamente, ia entrando até ao duche, sempre a meter conversa. Hummm muito estranho, pode ser só impressão minha mas isso na minha terra tem um nome… Mas por acaso foi muito porreiro e paciente e esperou umas horas por nós. Um agradecimento à Ass. Desportiva da Estação.
Depois lá foi chegando o resto do pessoal, tudo a tremer o queixo… o Miguel nem conseguia falar pois tinha o queixo congelado. O Sérgio estava branco e perguntava porque não tínhamos deixado um carro lá em cima!
Mais quentinhos (abençoado banho) fomos ao almoço no restaurante “Porta-chaves” perto das 17h. Receberam-nos muito bem, boa comida e muita simpatia! Comprámos uns queijinhos da serra e depois foi o regresso.
Foi mais uma aventura vivida em cima das bikes mas foi também mais um grande objectivo alcançado por todos! Um grande esforço recompensado pelas paisagens de cortar a respiração. E mais uma vez saliento que não é nada de impossível e inalcançável desde que cada um o faça ao seu ritmo e conte sempre com o apoio do parceiro do lado que se torna MUITO importante e mesmo DECISIVO!

Saudações bttistas e até à proxima aventura.

Daniel Brites

terça-feira, 21 de abril de 2009

Crónica Montes VFX - Arruda - VFX 19Abr

Boas,

Este domingo, 19 Abril, optámos por fazer estrada e fomos até VFX desde Samora. À hora marcada lá estavam: Daniel Brites, Charbel, Sr Domingos, João Aires, Fernando Ferreira e João. Pelo caminho apanhámos o Carlos Fernandes e o Miguel Paiva que, adormeceu mas ainda nos encontrou na 1ª subida para Arruda.
A volta era normal e sem grandes novidades mas acabou por ter algumas peripécias e contratempos. Para começar e logo na 1º subida de VFX e Charbel parte a sua corrente. Encontrar um elo compatível não foi fácil, entretanto um cão resolve urinar para cima da bicicleta do João Aires, o Fernando pisa uma real bosta de cão, o Charbel passa-lhe com a roda por cima (à bosta... não ao Fernando ou ao cão. Ehehe aquilo é que foi sorte!!), o Miguel chega com a sua bike dos chineses desaustinado, sem capacete, a transpirar por todo lado e enquanto íamos arranjando a corrente ele subiu e desceu essa subida mais de 3 vezes.
Mais um possuído pelo demo!!!
Depois ao chegarmos a S. João dos Montes, o Miguel vê que a sua roda traseira está furada... e insiste em encher à bomba mas aquilo vasa logo! Nós insistimos para mudar a câmara e deparamo-nos com uma das situações mais cómicas de todas: a câmara de ar do homem estava toda enxovalhada e tinha mais de 12 remendos!!!!... e homem ainda queria remediar só enchendo de vez em quando!!! E não tinha nenhuma nova para substituir!
Mais um maluco... já haviam cá poucos!
Lá prosseguimos, mas a corrente do Charbel continuava a falhar e ele teve que regressar mais cedo juntamente com o João. Quanto à volta, subimos a “parede” das Cachoeiras, Loja Nova e descemos pelo Monte Gordo até VFX. Ahhh saliento que enquanto subíamos a Loja Nova com a picareta e com a corda, o Miguel subiu e desceu mais 2 vezes para nosso desespero e completa humilhação. Mas depois lá vinha ele a descer o Monte Gordo quando nós, os restantes, o “obrigámos” a subir mais essa parede em sentido contrário. Quer dizer... não foi nenhuma obrigação para o Miguel pois ele ainda ia a rir e perguntar: “É mesmo até lá acima?” com ar tresloucado... O homem anda doido!

E pronto... o regresso correu sem problemas e sem quedas na ponte. O João Marçal foi lembrado na fatídica rampa à saída da ponte. Grande abraço e boa recuperação (física e psicológica).
Ao todo fizémos 68kms! Um bom treino!

Saudações bttisticas,

Daniel brites

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Teoria da conspiração dos "Tralhos"

by Fernando Ferreira

Pois é meus amigos!

Eu não queria falar neste assunto, mas dadas as evidências lá terá que ser. Vou ter mesmo que abordá-lo para ficar com a minha consciência tranquila, senão não ficaria bem comigo mesmo! eh, eh, eh....

Já há algum tempo que todos nós nos viemos a aperceber que as crónicas do nosso amigo Charbel têm como assunto alguns “Tralhos”. Mas desenganem-se, não pensem que são uns “Tralhos” quaisqueres, os “Tralhos” abordados nas suas crónicas são a fina-flor dos “Tralhos”.

Mas como é que há tantos “Tralhos” para as crónicas do Charbel, perguntam vocês?

Bom a minha teoria tem por base “… quando eles não caem, há que fazê-los cair!” tudo em prol das boas crónicas é claro, eh, eh, eh.

Inicialmente, eram os “Tralhos” sobre o nosso amigo Hélder. Como eles eram escalpelizados, dissecados e descritos ao pormenor, tal era o requinte de malvadez e maldizer, eh, eh, eh, eh.

Ele era semana sim, semana não, e em alguns casos semana sim, semana sim e lá tínhamos nós no meio da crónica os “Tralhos” do nosso amigo Hélder!

Isto é de tal forma evidente, que nos últimos tempos quando o Charbel se junta a nós não vejo o Hélder e quando anda o Hélder não vejo o Charbel, Hummm, … estou cá desconfiado que o nosso amigo Hélder já topou o que se passa, não teve foi coragem para dizê-lo publicamente, …assim tem andado de bike sem “Tralhos”, mas afastado do Charbel, não vá ter mais um percalço (i.e. mais um “Tralho”)…eh, eh, eh.

Ainda presente nas nossas mentes está a crónica sobre os “Tralhos” do Diogo (“O Tenrinho”). Estou mesmo a ver o Charbel a esfregar as mãos de contente na esteveira quando chegou e viu um inexperiente que se juntou ao grupo. Deixa cá ver se este dá um “Tralho”…e vai daí, ele dá dois. Ena boa, excedeu as expectativas!

Ainda neste fim de semana passado, tudo apontava que não ia haver “Tralho” para a crónica, e que as expectativas iam sair goradas. Não sei como e nem porquê, vai dai saca um mega “Tralho” de um recém chegado ao grupo, o nosso amigo João Marçal…Que “Tralho” João, espero que estejas bem!

Pelo meio disto, ainda existe o “Tralho” do Fernando Cordeiro em plena avenida de St. Estêvão no passeio da CMB. Não sei se todos se aperceberam mas o Charbel conseguiu com a sua roda de trás bater na roda da frente da bike do Cordeiro. E o que é que deu? Mais um “Tralho” eh eh eh … O Cordeiro tinha-se começado a andar connosco recentemente.

Bom, por este andar temos que criar um novo slogan para os novos elementos, tipo “Junta-te aos Trilhos da Lezíria e dá uns Tralhos…”, assim a malta já sabe ao que vem!

P.S. Charbel é só um desabafo, sei que não tiveste nada a ver, mas que é suspeito lá isso é! eh eh eh

1 grande Abraço,
FF

segunda-feira, 13 de abril de 2009

El Infierno

Bom dia Bttistas,



No passado Domingo, apareceram 5 Bttistas na Esteveira. O grupo do Sousa parece que foi andar às 8H00, pois o Fernando Ferreira cruzou-se com eles quando vinha ao nosso encontro a rolar (!!!) desde Benavente.
É pena este pessoal não se manifestar. Por vezes temos poucos Bttistas a andar em Samora e seria agradável ter companhia, nem que para isso fosse necessário sair às 8H00.
Voltando ao que interessa, informo que apareci eu, o João Aires e o Fernando Ferreira, equipados com pneus de estrada e também o João Marçal e o Carlos Galamba com pneus Btt.

Pois é meus amigos, lá os “enganamos” aos dois e eles vieram fazer estrada também! A surpresa é que a nossa volta era até à Arruda-dos-Vinhos, eh, eh, eh!
O Aires nunca tinha lá ido, mas é forte a subir e já está habituado a levar “tareias”, agora o pobre Marçal não sabia ao que ia. Já o Galamba é um “habituée” e eu meus amigos, trato a montanha por “tu”.

E agora perguntam vocês: - Ah, então era por isto que ele intitulou a crónica de “El inferno”, iam para a serra!
Nada de mais errado meus amigos, este título surge unicamente porque, ontem acordei com um valente torcicolo, e, sabiamente decidi passar pomada de aquecimento no pescoço tapando de seguida com um cachecol, pois o homem foi feito para guerrear. Isto permitiu um alto desempenho desportivo, eh, eh, eh.
Assim resolvi o problema do torcicolo de forma simples, pois a dor causada pelo ardor (incêndio) da pomada facilmente me fez esquecer a dor do torcicolo, eh, eh, eh….
Parecia que tinha um lança-chamas apontado ao meu pobre pescoço!

Por fim, arrancámos em direcção a V.F. Xira e quando lá chegámos ainda tentei demover o Aires e o Ferreira a subir pelo Bom Retiro (uma subida durinha), para ao invés subirmos pelo lado do Carregado bem mais suave.
Acontece que os homens estavam “possuídos”, pois queriam treinar para a Serra da Estrela e então lá começámos a penosa subida. O Aires e o Ferreira estavam a subir muito bem, eu ia desgraçadamente atrás quando sou ultrapassado pelo estreante Marçal. O Galamba fechava o pelotão, imagino eu com muitas dificuldades (o costume), eh, eh, eh….

Pá, só vos digo que o Marçal tem um potencial enorme, pois subiu sempre com um andamento pesadíssimo, na sua bike de supermercado que possui uma incrível e saltitona suspensão total!!!????
É verdade o homem anda que se farta na montanha, com mais umas voltas deste tipo e uma bike decente, ele será uma mais valia para o CBTTTL.
Entretanto chegámos à Arruda e o meu velocímetro marcava 60,3 Km/H de máxima, atingidos na descida da Arruda! Seguimos em direcção ao Carregado e a minha ideia era esquivar-me à subida para a Loja Nova e prosseguir para o Carregado.
Recordam-se desta subida, já celebrizada numa crónica anterior? Sim, sim, era aquela que só se consegue subir com cordas e picareta e que de tão inclinada nem os pássaros lá vão??!!! Sim, essa mesmo, eh, eh, eh…...

Fomos os cinco directo para a subida, mas a intenção era vermos o Ferreira e o Aires a subir e voltarmos para o Carregado, pois eu estou parado há muito tempo, o Marçal era estreante e supostamente o Galamba não deveria estar muito interessado noutro “massacre”.
Mentira, ao vermos os homens a subir o Galamba incitou-nos a efectuar uma perseguição implacável que acabou, com os dois fugitivos a desaparecerem no horizonte, perseguidos por mim aos ziguezagues para não começar a andar para trás, o Marçal a “estoirar” e a prosseguir a pé e por fim o Galamba, já com as botijas de oxigénio que levava no Camelbag, eh, eh, eh….
Bem feito para o Galamba pois foi por causa dele que fomos fazer alpinismo!

E agora pára tuuuuuudooooo!

Para o final, estava guardado um dos piores momentos a que assisti em bicicleta e que espero, sirva de lição para o pessoal que não se preocupa muito com a qualidade das suas bikes.
Ao descermos a ponte de V.F. Xira, mesmo no final (pela via pedonal) existe uma pequena rampa que, se não houver cuidado, facilmente provoca um voo e consequente aterragem violenta. Pois é, foi precisamente o que aconteceu!
O Aires, o Ferreira e eu seguíamos na frente a 30 Km/H, mas como conhecemos bem o local abrandámos na rampa e descemos sem problemas. Parece que pressenti algo e olhei para trás e vi o Marçal a descer e virei-me de novo para a frente (tínhamos cerca de 100 m de avanço) e os carros começam a buzinar para nós. Foi então que percebemos que havia um problema grave, e, como naquela fracção de segundo tinha vislumbrado o Marçal, pensei que fosse um problema com o Galamba.

Pessoal, quando desatámos a pedalar em sentido inverso ao encontro deles, foram momentos arrepiantes pois já haviam carros a parar de um lado e doutro da estrada.
Era o pobre Marçal que se encontrava no declive da berma, deitado de barriga para baixo sem se mexer durante alguns momentos que pareceram uma eternidade. Por fim, o homem levantou-se pelo próprio pé (tinha ficado deitado a tentar perceber se tinha algum problema de coluna) provando ser um “duro”.
Se vissem o estado dele, até se arrepiavam. O homem saltou a rampa e quando aterrou a suspensão (espécie de suspensão) fez efeito de mola e provocou-lhe um tralho descomunal, pois deu uma cambalhota e foi atirado para a berma batendo com a cabeça no chão, o Galamba seguia atrás e quase lhe acertava.

Podia ter terminado mal o nosso treino, no entanto o “bravo” Marçal (acreditem que o homem é mesmo um duro) saiu deste desastre “apenas” com um joelho e um braço todos raspados e um dedo maltratado. Não sei se o joelho entretanto teve de ser suturado, pois apresentava um golpe enorme, mas apesar das mazelas o homem montou-se de novo na bike e fizemos a recta do Cabo a 30 Km/H !!!!!!????? Inacreditável a força de vontade e resistência do “incrível Hulk”!

Hummm! Parece que acabei de criar um Nickname porreiro para o Marçal, eh, eh, eh.



Grande abraço,



Charbel

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O "Tenrinho"

Nota: Esta crónica foi publicada com a devida autorização do visado: Diogo Maia, demonstrando um digno sentido de humor e fair play por parte do mesmo!



No Domingo, apareceu o João Aires, o Tenrinho e eu, para uma volta soft, uma vez que era a minha primeira vez após ter contraído uma ruptura muscular a jogar futebol e o Tenrinho ia fazer a sua estreia nos trilhos da Lezíria. O Fernando Ferreira também lá apareceu mas apenas para se certificar que o caloiro não ficava sozinho na eventualidade de ninguém aparecer e depois foi fazer estrada.

Pá! Alguém tem de dizer a verdade ao rapaz (Diogo o “tenrinho”) que decididamente ele não nasceu para fazer BTT. E perguntam vocês: - E porquê?
Porque para alguém fazer BTT, primeiro deve aprender a andar de bike e só depois aventurar-se feito maluco por essas Lezírias fora, onde o perigo espreita, eh, eh, eh…..

Oh, Exmo. Sr. Presidente, onde estava com a cabeça quando aceitou que este rapaz se juntasse a nós???!!!!!! Estou a brincar claro, se até já levamos um cão rafeiro até à Aldeia do Peixe num total de 45 Km, porque não levar o Diogo “Tenrinho” até Benavente num percurso de 30 Km, numa odisseia incrível de dor e sofrimento????!!!!

Sim, dor e sofrimento! Não julguem que quando digo dor me refiro ao espírito de sacrifício, não, refiro-me mesmo à dor física meus amigos, consequência dos tralhos que o homem deu. E não se pense que o Hélder pode rivalizar com ele, pois o Diogo é ele próprio o Mr. Tralho, alcunha que lhe assentaria que nem uma luva não fora o facto de já se encontrar baptizado (por ele próprio), com o nickname “tenrinho”.

Para terem uma ideia o ritmo foi tão lento que o Aires ficou feliz por ter vestido uma t-shirt térmica e calças num dia de sol. Assim manteve-se sempre quentinho. Fizemos a primeira parte da nossa volta do 3º aniversário e naquela zona a seguir aos Camarinhais onde se atravessa o canal em Benavente, que tem um pouco de areia, só me lembro de dizer bem alto: - Cuidado que o releveé da curva é ao contrário!
Nisto houve-se um estrondo e quando olhamos para trás lá estava o “Tenrinho” de pernas para o ar, todo partido, mas sempre com um “sorriso amarelo”.

Como vimos que o homem já se encontrava em sofrimento (???!!!) nem sequer descemos para a zona ribeirinha de Benavente e fomos dar-lhe descanso no jardim da câmara Municipal. Estava de rastos.
Prosseguimos então em direcção ao Miradouro e virámos na Milupa pela terra batida. Na Promec, fizemos alcatrão até ao início da Várzea de Samora onde entrámos logo a seguir à curva.
Eu seguia já em plena Várzea com o João quando ouvimos de novo um estrondo, mas desta vez um pouco mais forte e arrepiante. Quando olhamos para trás, lá estava de novo o homem esticado no chão de barriga para cima e com uma nuvem de pó ainda a pairar por cima dele.
Meus amigos até deu dó olhar para ele. Parecia uma tartaruga de patas para o ar e nem se mexia. Depois aproximámo-nos e ele continuou deitado a tentar movimentar o ombro direito. Penso que estava com muitas dores, mas ao mesmo tempo também acho que o homem aproveitou para descansar um pouco pois já estava todo “roto”, eh, eh, eh……

Foi então que o João aproveitou a ocasião e voltou para trás, para ir treinar finalmente em direcção a St. Estêvão. Eu continuei o pequeno passeio de 30 Km (????!!!!) com o pobre “Tenrinho”, que a esta hora deve estar cheio de dores musculares e traumáticas, eh, eh, eh…..

Só dizia que aquele era um dia para recordar! Não sei se pela emoção de andar com Bttistas pela primeira vez, se pelos magníficos tralhos de nota 10 que ele nos proporcionou, eh, eh, eh!
Nem eu consegui sequer verter uma gotita de transpiração, tal a “violência” deste treino, eh, eh, eh…..


Grande abraço,


Charbel