quarta-feira, 15 de julho de 2009

CRONICA DA VOLTA DO MORCEGO ... FURADO ?!?!??!
by João Marçal


Mais um passeio anual nocturno organizado pelo CBTT Trilhos da Lezíria no dia 10 de Julho, em que a participação foi bastante aceitável (23 bttistas) na medida em que estamos em período de férias e haver malta que não poderia participar. Mas vamos ao que interessa, o local de concentração junto ao ringue do Bairro da Nª Sª Oliveira em Samora, onde as 2130 começaram a aparecer os atletas de alta competição... de deitar mini's a baixo , eheheh !
Por volta das 21.45 , já andava tudo aflito com as melgas que iam aproveitando para jantar e com tanta oferta de pernas .... e que decidiram atacar em formação que mais pareciam o esquadrão dos asas de Portugal a fazer voos .....picados !! dasssseeeeeeee !!
As 2215 lá arrancamos em direcção ao canal para fazer a volta do passeio anual ,mas numa versão nocturna .
Inicialmente a volta era outra , mas problemas de autorizações de circular na Companhia das Lezírias não nos permitiram fazer o percurso planeado.
Bom... e esta volta foi sem duvida marcada pelos... FUROS!!! Não quero ser má língua mas foram cerca de 6-7 FUROS!!! parece bruxedo !!
Ainda sem sair de Samora já tínhamos registado 4 furos (Vasco, Alcides e Fernando Cordeiro e... Fernando Cordeiro de novo, que acabou por desistir logo no valado da várzea). As paragens serviam, para quem não tinha furos, controlar as luzinhas dos outros do lado, tipo : "Eu tenho uma luz maior e melhor que a tua...e tal!!!” perigosamente a roçar o abixanado e a resvalar para o gay.. mas pronto... não nos devemos esquecer que andar de bike à noite É DE HOMEM!!!
O passeio em si foi bastante agradável, para um iniciado como eu no btt
e com um historial em quedas invejável ehehehehe, até me correu bastante bem, pois não caí, nem furei fugindo assim a bruxaria que pairava sobre o passeio.
(Não sei se o Charbel não estará envolvido......)
Momento alto do passeio foi a passagem na festa de Foros de Salvaterra em que era a noite da sardinha assada, mas que o pessoal aproveitou para comer bifanas e minis claro !!! Os toiros também lá estavam mas dentro da carrinha de transporte de gado pois só iria ser libertados as 3 horas e a nossa passagem foi cerca da 1.30 da manhã .
Gostaria de salientar o esforço do Ricardo pois andou quase sempre em ultimo, com uma luz de recurso e quando chegava ao pé do pessoal, nem lhe davam tempo de descansar , coitado ! Eu sei bem o que é isso pois quando comecei em Março, eu também fazia parte da liga dos últimos e sei o que custa andar nessa posição. Houve ainda 1 ou 2 quedas, mas nada de grave e mais 2 furos para variar. (Malta, um conselho: usem tubless com liquido ou comprem câmara de ar com liquido pois nesta zona há muitos picos minúsculos que são suficientes para furarmos 2-3 vezes em meia dúzia de kms). Com todas estas paragens o passeio acabou obviamente por terminar tardissimo... felizmente que a maioria podia descansar no sábado. Ainda assim correu tudo bem e a camaradagem foi porreira.
Na minha opinião a semelhança das concentrações de motas só faltaram as strippers , mas para o ano vamos pensar nisso!!
Agradecemos a todos pela vossa presença e boas pedaladas

um abraço
João Marçal ( HULK )

segunda-feira, 29 de junho de 2009

TEST DRIVE

Olá Bttistas.......e outros,


Definitivamente a tradição já não é o que era!

Isto anda tudo "avariado". O que é feito dos dias de Verão, onde o Sol brilhava de manhã até à noite? Já para não falar dos Invernos rigorosos, onde a chuva e o frio eram a sério?
Pois é, pois é meus amigos, no passado Domingo fui andar com o Galamba, o Aires e com o Marçal e acreditem que levámos uma valente sova graças ao temporal que se fez sentir em pleno Verão. O título desta crónica esteve para ser "A grande tempestade".

Curiosamente, todos os bttistas presentes possuíam "montadas" de suspensão total. Tal facto passaria despercebido, não fora o facto da bike do Aires ser uma rígida, de uma marca que eu não irei mencionar devido ao pudor (começa pela letra K, seguida pela letra O, N e finalmente o A, eh, eh, eh...) e ele ter-se apresentado numa B-PRO de suspensão total.
Que giro, tratava-se de um Test drive solicitado por amigo dele, que acabara de trazer a bike de uma conhecida loja para dar umas voltitas e ver se gostava dela, acabando por solicitar a opinião de um experimentado bttista como o Aires.
E que teste meus amigos, acho que a pobre bike, não poderia ter tido pior baptismo, quando foi parar às mãos do Aires, eh, eh, eh.....

Assim que nos encontrámos por volta das 8H00 da manhã, o céu começou a "fechar-se", ao ponto de virmos todos equipados para a chuva excepto o Marçal. De tal modo estava a pôr-se feio o tempo que acompanhámos o Marçal até casa para ir buscar um impermeável.
Decidimos então efectuar a volta grande do canal, apesar de ser o regresso do Marçal após o seu último tralho que o obrigou a ser suturado no joelho. Assim o ritmo não poderia ser muito elevado.
Saímos da cidade e fomos por estrada até à Várzea de Samora onde entrámos no trilho do canal em direcção a Benavente. Por essa altura já a grande tempestade tivera início, proporcionando-nos um maravilhoso espectáculo de luz e côr. Chovia torrencialmente e o trilho ficou quase impraticável e extremamente pesado, mas lá prosseguimos, correndo sérios riscos de irmos parar dentro de água.

Após atravessarmos a ponte pedonal sobre o rio a seguir a Benavente, aquela em que o malabarista Vasco, num golpe de loucura decidiu uma vez descer os degraus montado na bike, seguimos pelo campo em direcção à IDAL.
A dada altura, como o espectáculo proporcionado pelo temporal já se tornava monótono, o Galamba decide fazer algo para contrariar tal facto.
E perguntam vocês: - o que é que ele fez? - Eu respondo, o costume! Ou seja elaborou e consumou um tralho, mas foi daqueles fraquinhos sem qualquer tipo de emoção. A sério, o homem "tralhou" quase em "câmara lenta".
É claro que não achámos piada nenhuma, pois nós já estamos habituados a um determinado nível, no que respeita a tralhos. Ficou a intenção.

Antes de voltarmos a entrar no canal, já do lado dos Foros-de-Salvaterra, parámos para tirar umas fotos e fazer uns filmes (aos quais ainda não tive acesso) pois o nosso "Look" era espectacular. As bikes tinham pelo menos 2 ou 3 kg de lama em cima e nós parecíamos directamente saídos de um ringue de luta na lama, acabadinhos de lutar com belas lutadoras de fio-dental, eh, eh, eh....
Hummmm, ora aqui está uma bela ideia para os dias de tempestade, a criação de divertidos postos de abastecimento onde belas lutadoras de bikini nos proporcionam um abastecimento após lutarem só para nós, eh, eh, eh......
Pronto, pronto, já respirei fundo, a pulsação baixou e já voltei ao normal, sem comprimidos!

Chegados à aldeia do peixe, aproveitámos para abastecer. Seguimos de novo pelo canal e atravessámos a várzea que dá acesso à subida dos calhaus, no fim da qual efectuámos o segundo abastecimento aquando da volta de aniversário.
Nesta subida, a dificuldade extra causada pelo temporal fez-se sentir, pois além das rodas derraparem na lama, também escorregavam nos calhaus.
O Aires seguia à minha frente e como não estava habituado aos pedais da bike do Test drive, não conseguiu tirar o pé a tempo após escorregar nos calhaus e "tralhou" mesmo à minha frente. Eu lá consegui a muito custo chegar até ao final sem me apear, mas o meu pulsómetro registava 170 batidas por minuto, ah pois é!

Lá nos reunimos todos de novo e fomos sempre a abrir até à Barrosa, com o pessoal sempre a "picar" e imaginem lá quem é que se cruza connosco de carro a buzinar como um louco? O nosso amigo Fernando!
Ainda devia estar a convalescer da noite da sardinha assada de Benavente, a julgar pela sua ausência no treino. Não que tenha bebido muito, pois quanto a isso ele já está mais do que habituado, deve é ter dormido muito pouco, eh, eh, eh.....

Já perto de Samora, finalmente o Marçal deu o "estoiro". Era de admirar se tal não acontecesse, dada a sua paragem forçada e principalmente devido à más condições climatéricas.
Apenas estou curioso por saber se o Aires entregou a bike de testes ao seu amigo tal e qual ela estava no final da nossa volta, eh, eh, eh.....
Quando cheguei a casa, a minha bike tinha tanta lama em cima como eu próprio, pelo que resolvi tomar um duche no jardim juntamente com ela.

Hummm, isto dos duches a céu aberto está a tornar-se num hábito preocupante, eh, eh, eh....


Grande abraço,



Charbel

terça-feira, 23 de junho de 2009

Duche na Lezíria

Bom dia,


No passado Domingo, aconteceu algo inédito! Atrasei-me mais do que o Sr. Presidente, quer dizer, isto se ele tivesse aparecido não é?
Apesar do atraso a malta lá saiu da cidade rumo ao campo!

Gostaram desta? Humm, é verdade, a nossa vida agora mudou de forma dramática com a elevação de Samora a cidade. Agora se quisermos andar no campo temos que abandonar a metrópole e percorrer pelo menos, uns 500 metros de ruas e avenidas, tentando não ser apanhados nas malhas do trânsito infernal, eh, eh, eh….
Mentira, às cerca de duas ou três pessoas de fora da terra que vão ler esta crónica, cabe-me informar que Samora Correia é ela mesma “o campo”.
Para nós “indígenas”, Samora será sempre uma vila, quer queiramos, quer não. Aliás, este novo estatuto quanto a mim é até enganador e à primeira vista até retira algum encanto e carisma a esta antiga ex-vila Ribatejana. Felizmente que temos uma geração que começa agora a emergir e que pretende recuperar uma certa mística da nossa terra.

Voltando ao nosso tema principal, informo que no Domingo passado eu estava com intenção de efectuar a volta pelo canal para irmos sempre fresquinhos à sombra do arvoredo, no entanto houve uma facção do grupo que me boicotou os planos e assim lá fomos em direcção à Várzea de Samora, prosseguindo depois para Belmonte.
O pelotão era composto por mim, o Sr. Domingos, o Aires, o Luís, o Galamba, o Fernando Ferreira e o meu sobrinho Emanuel.
Estava um calor abrasador, pouco próprio para praticarmos desporto de alta competição, pelo que optámos por praticar desporto de baixa competição, eh, eh, eh….
Já em Belmonte, o Sr. Domingos colocou-se aos comandos e deu início ao carrossel. Sim, em Belmonte o sobe e desce é um autêntico carrossel, mas que apesar de tudo é bastante agradável e nada monótono apesar da área em que andamos ser relativamente pequena.

Logo para abrir, saímos dos trilhos e começamos a subir no meio do mato e das ervas. Trata-se de uma teimosia do amigo Zé Carlos que pretende abrir novos trilhos à força. A ideia é de passar tantas vezes quanto as necessárias para abrir novos trilhos, no entanto eu aproveito para dar aqui publicamente uma dica ao nosso grande Zé Carlos.
Caro Zé, para a próxima vez que fores treinar em Belmonte, leva uma enxada contigo para cavar os novos trilhos, poupando-nos assim muito tempo e material circulante. O método que estás a utilizar apenas dará resultados daqui a 10 anos, eh, eh, eh!

A dada altura o Sr. Domingos, que também já padece da mesma “doença” do Zé Carlos, resolve sair de novo de um dos trilhos saltando para o meio do mato!!!!
Quando eu digo mato, estou a ser simpático meus amigos, pois aquilo era uma mistura de buracos, mato, silvas, arbustos e calhaus sempre a descer, parecia que estávamos em plena selva e tínhamos a sensação de que a qualquer momento poderíamos ser atacados por uma tribo nativa, eh, eh, eh.....
O Emanuel até gritava como se estivesse num “rodeo”, completamente alheio aos perigos que nos espreitavam, fruto da sua inexperiência e inconsciência própria de alguém com apenas 14 anos, eh, eh, eh!

Lá andámos mais umas voltas e a dada altura quando esperávamos pelo Emanuel no cimo de uma das subidas, eis que aparece vindo do nada o nosso amigo Alcides que após dois dedos de conversa e uns metros a andar connosco, torna a desaparecer, num magnífico passe de magia. Foi um momento a não esquecer, que logo de seguida dá lugar a um outro acontecimento estranho.
Quando paramos para abastecer, o Fernando é subitamente atacado pela síndrome de Montargil, que o deixou estático, sem falar, e a esvair-se em água. O homem estava a desidratar a olhos vistos, o suor caía em “bica”.
Nesse momento ficou muito claro que era a hora de ele regressar, e em solidariedade, eu, o Galamba e o Emanuel acompanhámo-lo até Benavente, ficando o resto do pessoal a “malhar” no sobe e desce.
O homem estava mesmo desgraçado, tal e qual como na volta de Montargil, só que o local onde nós estávamos não possuía estações de primeiros socorros (leia-se tascas), onde ele pudesse repor os níveis dos seus elementos vitais com umas belas “mines”, eh, eh, eh…..

Em alternativa e como bom português, o nosso amigo Fernando rapidamente arranjou uma solução para o seu problema! Não existindo uma “mine” por perto ele resolveu tomar um duche refrescante.
E agora perguntam vocês: - Um duche no meio da Lezíria? – Sim respondo eu, um super duche aliás, como poderão constatar através da "curta metragem" em anexo, apenas faltando um gel de duche, shampoo e uma toalhinha, falta essa que tencionamos colmatar numa próxima ocasião, pois nós nos CBTTTL queremos acima de tudo o bem estar do bttista, eh, eh, eh.
Está em estudo também a possibilidade de termos além do duche, um gabinete de estética onde várias massagistas de fio dental se encarregarão de proporcionar uma sessão de relaxamento ao
bttista que assim o desejar, eh, eh, eh!


Este revigorante duche permitiu que o Fernando saísse do estado de coma e lá o acompanhámos rumo a Benavente. Atravessámos a estrada nacional e fomos em direcção ao canal, mas aí o Emanuel já apresentava também sinais que nos aconselhavam a regressar à cidade.
Como é um teenager, ainda queria insistir e acompanhar o Fernando até Benavente, mas decidimos mesmo regressar, até porque as dificuldades do Fernando tinham acabado e já se encontrava apto para regressar a casa pelo canal. O pior que lhe podia acontecer seria cair dentro de água, mas nesse cenário bastaria que se deixasse levar pela corrente do canal para poupar energias, até que um agricultor o avistasse e assim o pescasse com uma rede camaroeira, eh, eh, eh!
Ainda chegámos cedo a casa, mas o calor já fazia “mossa”, confirmado assim a necessidade de sairmos bem cedo de casa durante o Verão.
Hummmm, agora percebo porque razão o Sr. Presidente hiberna no Verão. É incapaz de acordar cedo logo prefere não andar de bike, eh, eh, eh……..



Fui………..




Charbel

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Aventura Raiana

Mais uma volta, mais uma verdadeira aventura.
Desta vez o palco escolhido foram os belos trilhos raianos de Idanha, Monsanto e Penha Garcia. E foi muito bem escolhido pois, para mim, trata-se dos mais belos locais para um passeio de bike em Portugal! Excelentes paisagens, aldeias tipicas lindissimas, excelentes trilhos e ainda melhores single-tracks. De Samora partimos apenas 6 bttistas (eu, João Aires, Sérgio, Vasco, Fernando Ferreira, Pegaso) após as consecutivas desistências de alguns bttistas fraquinhos!!! Em Idanha estava o Canas e mais 2 colegas de Santarém (Almeida e Tiago), o Flávio e o amigo Paulo e ainda cerca de 5 representantes (incluindo uma rapariga com bom andamento) da Ass. Cicloturismo de Idanha-a-Nova que fizeram muito bem o seu papel de anfitriões. O percurso ia já nos GPS mas a malta de Idanha deu uma bela ajuda até metade da volta. Começámos em Idanha-a-Nova e partimos para a zona da Barragem. Passámos para um singletrack de mais de 3kms em volta da barragem, algo técnico pois tinha alguns calhaus traiçoeiros mesmo no meio. Depois foi um sobe e desce soft por entre o arvoredo e giestas até à aldeia histórica de Idanha-a-Velha. Visitámos as ruinas, o antigo lagar de azeite e depois no pelourinho bebemos as 1ªs mines e comemos umas sandochas. Entretanto um rafeiro que ali surge decide urinar para a roda do Fernando e... não é que o pneu aparece furado?!?! O cão era velho e acho que já urinava ácido sulfurico. De Idanha-a-Velha seguimos por entre os montes raianos até Penha Garcia enquanto um indigena, aparentemente perdido numa bike do modelo sem suspensão, insistia em perseguir-nos por entre aqueles rasgos e cascalho solto... ganda maluco!!. Já tinhamos cerca de 42kms e notavam-se já as 1ªs mazelas e "quebranços", principalmente em 2 bttistas que eu não vou dizer os nomes para não os envergonhar mas que por acaso são... o Vasco e o Fernando! Apanharam de novo o Sindrome das voltas longas... Principalmente o Fernando pois na nossa zona faz 60-70kms em grande prestação e depois nestas voltas quebra sempre aos 40-45kms... e o ritmo era muito calmo mesmo! Agora a sério, acho que o Fernando deveria rever bem a causa desta quebra fisica e tomar algum tipo de suplemento para os musculos e cansaço pois acaba por sofrer e não usufruir em pleno do passeio. De qualquer modo uma palavra para a bravura do Fernando pois ao contrário de muitos nunca se nega e vai a todas! O homem é rijo... ou então é mesmo é maluco! Nem as mines no café de Penha Garcia os safaram.. melhoraram mas a tormenta continuou. Só diziam: "O Charbel vai pagar isto pois insistiu para virmos depois não pôde vir!!!!" O Canas, Sérgio, João Aires e os 2 colegas do Canas subiram até ao cimo da vila por uma autêntica parede e fizeram toda a encosta da serra onde acabaram por descer por um trilho altamente técnico! Os restantes seguiram para Monsanto fazendo a abordagem pela calçada romana. Uma autentica parede de paralelos desnivelados onde era mesmo impossivel subir em cima da bike... foi uma longa caminhada pedestre a subir! Já no Castelo de Monsanto fomos alcançados pela malta que subiu a Penha Garcia. Foi uma incrivel subida até esta aldeia que é conhecida pela aldeia mais portuguesa de Portugal. Para mim é a 2ª aldeia mais bela que já estive, depois de Piódão. Vale mesmo a pena nem que seja num passeio de carro! A aldeia é toda em pedra granitica, mas toda mesmo e as próprias casas são construidas em cima destes enormes pedragulhos. Um episódio engraçado foi o facto de, numa subida no centro da aldeia, reparei que o Vasco vinha mesmo atrás.. parámos e.. o homem tinha deixado o camelback mais abaixo, no inicio da aldeia. E como se não bastasse um passaro ainda se lembrou de aliviar em cima do homem... eheh... não podia ser pior! Mas deu para rir! Para sair de Monsanto não foi tão facil como parecia. Enquanto um casal nos mandou para uma descida de uma rota pedestre, ignorávamos os conselhos de um local que nos dizia: "Por aí não, aí nem com a bicicleta às costas" e eu insistia, só para o calar: "Não faz mal, nós estamos habituados! Nós gostamos é disto!" Bem... foram cerca de 2kms a descer por entre os pedragulhos do tamanho de carros, com a burra nas costas e mesmo assim houve quedas... do pior que já descemos. Aquilo só com corda!! Acho que batemos um recorde de maior nº de asneiras por metros percorridos! De Monsanto seguimos de novo para Idanha-a-Velha e desta para a barragem onde se seguiu uma das partes mais duras da volta. É verdade, guardaram a parte mais dificil para o fim pois as subidas eram mais longas, tinha 1 singletrack bem durinho e ainda por cima decidimos inventar e tentar atalhar, o que nos custou mais uns 30-40 mints onde andámos algo perdidos. (Meus ricos prints do Google Earth que nunca me deixaram ficar mal...ehehe). Qual GPS qual quê! Valeu-nos o instinto de orinetação do Pegaso que, de cima de um monte e após encontrar o caminho correcto, assobiava que nem um pastor para as ovelhas (eu e o Canas pensávamos mesmo que era um pastor e insistiamos em ignorar o assobio!). Mais umas subidazitas, um bode perdido, estradas entre muros de pedras, trilhos com rasgos e cascalho, o Sérgio a empatar nas descidas (esse fraquinho que se desculpava com os travões), um Fernando rejuvenescido após ingerir a poção mágica do druída Almeida feita artesanalmente pelo próprio (acho que aquilo só não tinha água e drogas leves... granda bomba!!!). Após algum esforço e principalmente MUITAS horas chegámos aos carros. Foram 84kms para quem fez a volta mais curta e 89kms para a volta mais comprida. O ritmo foi calmo, excelentes paisagens, aldeias lindissimas, os trilhos foram técnicos mas não muito duros, apenas 2-3 subidas bem puxadas, 3 excelentes singletraks, 4 furos, 2 quedas ligeiras, várias mines e essencialmente.... excelente convivio e grande aventura!
Uma palavra de agradecimento para a simpatia, acolhimento e disponibilidade dos representantes da Ass. Cicloturismo de Idanha-a-Nova.

Boas pedaladas e até à próxima aventura,

Daniel Brites

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Os Mutantes

by Charbel

A crónica de Domingo (17 Maio 09) vem atrasada, é um facto. Isso deveu-se a uma semana particularmente agitada quer em termos profissionais quer em termos particulares.
Mas vamos ao que interessa.

No passado Domingo combinámos uma volta de estrada bem ligeira para se ultimarem os preparativos da volta de Idanha. A volta prevista era a de St. Estêvão e como tal o material a utilizar seria de estrada.
Pois é, pois é, eu disse que seria, mas não foi!
E perguntam vocês: - E porquê? - Porque, o Sr. Domingos e o Marçal apresentaram-se com pneus de BTT. O primeiro porque não leu o E-mail, o segundo porque não tem outros, eh, eh, eh…..
Mas não pensem que fica por aqui a questão do material circulante, eh, eh, eh. O que se passou foi hilariante, meus amigos, pois nunca tinha visto um pelotão tão esquisito! Parecia um pelotão de mutantes, senão vejamos:

O Bttista Vasco, resolveu ir ao baú e saca-me de lá uma bicicleta de estrada da marca………….huuuuuuuuu (suspense)…………….Peugeot, ah, ah, ah, ah……….
Sim isso mesmo! O homem apareceu montado numa peça de museu, marca Peugeot, mas que infelizmente para ele não tinha motor. Eu acho que ele estava um pouco envergonhado, vai daí, levou o tempo todo a dizer que a iria restaurar e que até ia arranjar os autocolantes originais através da NET!!!!!
A máquina segundo ele pertence à década de setenta, mas cá para mim ela deve ser dos anos 20. Tal facto estava bem patente, devido ao seu design e também devido aos vários quilos de ferrugem, eh, eh, eh……

Giro, giro, foi o facto desta Peugeot só ter seis mudanças e ainda por cima a mais leve não funcionava, obrigando o Vasco a uma sobrecarga de esforço, a par de uma sobrecarga no seu traseiro, eh, eh, eh! Leram bem, mas nada de más interpretações, acontece que o selim desta máquina mais parecia um instrumento de tortura da idade média, eh, eh, eh…..

Bem, apresentada a primeira “aberração”, prosseguimos para a seguinte, que não fica nada atrás da primeira. E porquê? Porque estamos a falar da bike semi-voadora do Marçal. Recordam-se certamente do tralho histórico que esta máquina proporcionou ao nosso amigo Marçal!
Pois bem, agora já nada é como dantes, uma vez que o nosso “incrível Marçal” resolveu substituir a mola saltitona da suspensão traseira, por uma barra de ferro. Isto até faz lembrar o Mítico Prof. Alexandrino, porque a bike dele agora está “firme e hirta como uma barra de ferro”.
Para o próximo evento o Marçal é bem capaz de aparecer com os amortecedores da frente soldados para completar a metamorfose da sua bike de suspensão total para rígida!

Em terceiro lugar posso colocar a minha antiga e maltratada bike (maltratada pelas más línguas), que ao receber uns magníficos pneus de estrada se transformou numa bike de estrada de pleno direito, não esquecendo nunca do seu acessório já celebrizado e baptizado como cadeira ginecológica, eh, eh, eh…..
Para quem não está a perceber nada, informo que se trata de um acessório tipo triatlo colocado no guiador, que permite adoptar uma posição aerodinâmica e assim atingir velocidades estonteantes!

De resto tínhamos o Fernando com a sua BTT devidamente equipada com pneus de estrada.
Como vêem, parecia um pelotão saído directamente das trevas, eh, eh, eh……

Ao iniciarmos a volta fomos (facilmente) alcançados por um ciclista de estrada. Era o Luís, um bacano que costuma andar connosco em BTT mas cujo apelido desconheço. Apenas sei que é de V.F.Xira e que agora mora em Samora. O Aires é que o conhece bem.
A partir desse momento o ritmo aumentou e o Vasco foi ficando para trás. Até St. Estêvão assistimos a um trio muito rápido, constituído pelo Fernando Ferreira, o Marçal e o Luís. Eu e o Sr. Domingos viemos sempre solidários com o Vasco.
Chegados a St. Estêvão deu-se a separação do Fernando que estava possuído e foi fazer a volta maior pela Fajarda/Foros de Salvaterra/Marrocos, etc.

Na subida pensei que o Vasco seria forçado a ir a pé, mas desenganem-se as mentes maldizentes, pois o homem tinha vindo todo o caminho a fazer bluf e passou por mim a alta velocidade sempre a subir em 5ª velocidade, eh, eh, eh……
Acontece que a partir daí começou o festival do Sr. Domingos e do Luís, que foram sempre a “abrir” rebentando definitivamente com o Vasco que a muito custo se arrastou até Samora, onde terá recebido os primeiros cuidados médicos, eh, eh, eh……
O Marçal estranhou estar tão cedo em casa e queria ir dar outra volta mas lá o conseguimos chamar à razão e então ele optou por ir pedalar em casa na sua bike estática.
O Fernando ligou-me quando cheguei a casa, para saber se estava tudo bem connosco (isto é que é ser amigo) e estava muito satisfeito pois havia feito cerca de 70 Km, nada mau para quem estava em baixo de forma!



Boas pedaladas

Charbel

domingo, 26 de abril de 2009

A Grande Escalada à Serra da Estrela – um relato bem fresquinhoooo…

25 Abril 2009
Mais um objectivo cumprido e uma excelente aventura vivida!
Foram 10 os bravos que desafiaram a mais alta montanha de Portugal Continental (Daniel, Zé Carlos, Sérgio, João Aires, Fernando Ferreira, Miguel Paiva, Pegaso, João Canas e 2 colegas de Mação).
Mais de 2000 metros de esforço mas igualmente 2000 metros de vontade de alcançar mais um objectivo como ciclista ou bttista!
Habituei-me durante anos a ver na televisão a Volta a Portugal e o meu comentário era sempre o mesmo: “Como é que aqueles malucos conseguem subir aquela montanha de bicicleta sem parar??? Devem ter uma preparação incrível… aquilo é sobre-humano!!!”
Afinal meus amigos… muito fraquinho!!! Estou a brincar: é duro sim senhor mas também nada de inalcançável ou impossível. Aliás, acho que já tive voltas que me custaram mais! Juro!
É sem dúvida uma questão de mentalização e preparação psicológica. Abstrairmo-nos do que temos pela frente, mentalizarmo-nos que serão 28-30 kms sempre a subir e depois faze-lo ao ritmo próprio de cada um, calmamente e desfrutar da paisagem o máximo possível.
Chegámos à Covilhã perto das 9:30 e às 10h estávamos a andar. O dia estava muito bom, com sol e temperatura amena! E… começou a subir mal nos montámos na bike. Passámos pelo centro da cidade e encaminhámo-nos para a Serra. Logo à saída da cidade, um autóctone serrano acompanhou-nos na escalada. Lá ia ele dizendo que fazia grande parte da serra todas as semanas e que a serra era dura, que havia muitas “paredes” pela frente enquanto eu lhe dizia que nós não estávamos habitados a serra nem grandes subidas pois era tudo plano na nossa zona. Enquanto isto eu ia só com ele e o ritmo ia aumentando… e eu dizia “por enquanto não está a ser muito puxado!!” e ele contrapunha “olha que já ali à frente temos 4 rampas duríssimas. Vais ver!!” e lá íamos sempre certinhos. Ao passarmos 2 das 4 rampas duríssimas e um silêncio de 5 minutos, começo a ouvir um arfar intenso atrás de mim e depois ouço isto: “Epááá vocês têm um grande endurance… isto para mim é muita pulsação… vou ter com o vosso colega lá abaixo!”. Deu-me vontade de rir e pensei na sorte dele de não ir na roda do Zé Carlos ou do Sérgio. Acho que se teria mandado de bike num dos precipícios que íamos passando. A parte mais dura foi mesmo da Covilhã até ao Sanatório e depois na subida até ao túnel, já mais perto da Torre. É sempre a subir… só há cerca de 1km plano perto do cruzamento para Manteigas… o resto foram 28kms sempre a subir, sempre a dar… ufff!
Como se ainda fosse pouco o Zé Carlos, Sergio, Canas, Miguel e colegas do Canas, a caminho da Torre voltaram para baixo para Manteigas e fizeram os 15kms a descer para depois poderem subir os mesmos 15kms… malucos! Eu segui com o Aires, o Fernando seguiu com o Pegaso directos até à Torre. Achámos que já era castigo suficiente! À medida que estávamos pertíssimo da Torre, já um pouco estoirados com a subida, o tempo ia mudando e o céu estava coberto com nuvens, nevoeiro e um vento incrivelmente frio e gelado! Eu e o João chegámos à Torre cansados mas muito contentes por ter alcançado o objectivo. O problema é que gelámos muito rapidamente e quando descemos não sentíamos nem as mãos nem os pés. E sem sensibilidade nas mãos era impossível de travar na descida. Então tivemos que parar e, por 10 minutos, tentei aquecer as mãos… não conseguia, doíam como nunca me tinham doído, tremíamos por todo o lado… e então fizemos o que eu nunca sequer pensei que tivesse que fazer: urinámos para as mãos!!! É verdade, não me orgulho disso mas o que é certo é que resultou! E eu até estava à rasquinha para aliviar. Foram 2 alívios! num só! Mais adiante encontrámos o Pegaso e o Fernando (tinham parada para comer uma enorme sandes de queijo da serra, os espertos!!!) e avisámo-los da baixa temperatura lá em cima! A descida demorou cerca de 20 minutos. Foram 2:40 a subir e 20 minutos a descer! Ainda ultrapassámos mais de 6 carros a descer. Até se assustavam pois não estavam por certo à espera!
Com o frio, a descida foi muito complicada! Subir foi difícil e árduo mas foi a descer que muitos de nós realmente sofremos, devido ao frio e à dificuldade de aquecer com aquele ventinho gelado!
Já perto do carro, eu e o João Aires fomos ao merecido banho quente enquanto o roupeiro e responsável dos balneários, estranhamente, ia entrando até ao duche, sempre a meter conversa. Hummm muito estranho, pode ser só impressão minha mas isso na minha terra tem um nome… Mas por acaso foi muito porreiro e paciente e esperou umas horas por nós. Um agradecimento à Ass. Desportiva da Estação.
Depois lá foi chegando o resto do pessoal, tudo a tremer o queixo… o Miguel nem conseguia falar pois tinha o queixo congelado. O Sérgio estava branco e perguntava porque não tínhamos deixado um carro lá em cima!
Mais quentinhos (abençoado banho) fomos ao almoço no restaurante “Porta-chaves” perto das 17h. Receberam-nos muito bem, boa comida e muita simpatia! Comprámos uns queijinhos da serra e depois foi o regresso.
Foi mais uma aventura vivida em cima das bikes mas foi também mais um grande objectivo alcançado por todos! Um grande esforço recompensado pelas paisagens de cortar a respiração. E mais uma vez saliento que não é nada de impossível e inalcançável desde que cada um o faça ao seu ritmo e conte sempre com o apoio do parceiro do lado que se torna MUITO importante e mesmo DECISIVO!

Saudações bttistas e até à proxima aventura.

Daniel Brites

terça-feira, 21 de abril de 2009

Crónica Montes VFX - Arruda - VFX 19Abr

Boas,

Este domingo, 19 Abril, optámos por fazer estrada e fomos até VFX desde Samora. À hora marcada lá estavam: Daniel Brites, Charbel, Sr Domingos, João Aires, Fernando Ferreira e João. Pelo caminho apanhámos o Carlos Fernandes e o Miguel Paiva que, adormeceu mas ainda nos encontrou na 1ª subida para Arruda.
A volta era normal e sem grandes novidades mas acabou por ter algumas peripécias e contratempos. Para começar e logo na 1º subida de VFX e Charbel parte a sua corrente. Encontrar um elo compatível não foi fácil, entretanto um cão resolve urinar para cima da bicicleta do João Aires, o Fernando pisa uma real bosta de cão, o Charbel passa-lhe com a roda por cima (à bosta... não ao Fernando ou ao cão. Ehehe aquilo é que foi sorte!!), o Miguel chega com a sua bike dos chineses desaustinado, sem capacete, a transpirar por todo lado e enquanto íamos arranjando a corrente ele subiu e desceu essa subida mais de 3 vezes.
Mais um possuído pelo demo!!!
Depois ao chegarmos a S. João dos Montes, o Miguel vê que a sua roda traseira está furada... e insiste em encher à bomba mas aquilo vasa logo! Nós insistimos para mudar a câmara e deparamo-nos com uma das situações mais cómicas de todas: a câmara de ar do homem estava toda enxovalhada e tinha mais de 12 remendos!!!!... e homem ainda queria remediar só enchendo de vez em quando!!! E não tinha nenhuma nova para substituir!
Mais um maluco... já haviam cá poucos!
Lá prosseguimos, mas a corrente do Charbel continuava a falhar e ele teve que regressar mais cedo juntamente com o João. Quanto à volta, subimos a “parede” das Cachoeiras, Loja Nova e descemos pelo Monte Gordo até VFX. Ahhh saliento que enquanto subíamos a Loja Nova com a picareta e com a corda, o Miguel subiu e desceu mais 2 vezes para nosso desespero e completa humilhação. Mas depois lá vinha ele a descer o Monte Gordo quando nós, os restantes, o “obrigámos” a subir mais essa parede em sentido contrário. Quer dizer... não foi nenhuma obrigação para o Miguel pois ele ainda ia a rir e perguntar: “É mesmo até lá acima?” com ar tresloucado... O homem anda doido!

E pronto... o regresso correu sem problemas e sem quedas na ponte. O João Marçal foi lembrado na fatídica rampa à saída da ponte. Grande abraço e boa recuperação (física e psicológica).
Ao todo fizémos 68kms! Um bom treino!

Saudações bttisticas,

Daniel brites