quinta-feira, 29 de março de 2012

Bem que se podia chamar “Os CowBikers Ribatejanos”

By Luis Feitor
Caros companheiros do pedal, a volta do passado dia 18 de Março de 2012, em Belmonte, Samora Correia, foi de facto muito sui generis. Começando, como se deve, pelo principio, a volta estava marcada para as 8:30 AM, e após um café perto da Ribapedal que, conforme combinado, foi pago pelo último a chegar, fizémo-nos ao caminho. No pelotão estavam Luís Feitor, Ricardo Brites, Marco Ribeiro, Xando Trindade, Fernando Costa, Zé Latas, Luís Merca, Carlos Galamba e Márcio Moreira.


As condições climatéricas estavam perfeitas, ou seja, choveu ligeiramente no dia anterior, para não haver muita poeira, mas também não havia lama e, durante o passeio, houve uns pequenos chuviscos mas nada de relevante. A temperatura situava-se nos cerca de 10º centígrados e, no decorrer da volta, aumentou para 21º sensivelmente.
Nesta volta contámos com um novo sistema de som portátil sendo que toda a música foi da responsabilidade do DJ Xando’s, sempre do agrado da grande maioria do pessoal.
 
Ainda na entrada na lezíria, do lado de Belmonte, o Marco sentiu-se indisposto e teve de parar por uns segundos. Tudo levava a crer que ia ser uma volta dura para ele, o que afinal não se confirmou. Ainda suspeito que aquilo tenha sido uma manobra de diversão hehehe pois esteve endiabrado neste dia.
 
Cerca de 30 minutos após termos iniciado a volta, deparámo-nos com gado á solta na zona do percurso. Obviamente, estando em pleno coração do Ribatejo, logo o Ricardo Brites saltou da sua montada e foi afastar os animais para podermos prosseguir viagem. Eu, como tinha de tirar umas fotos para compor a reportagem da volta, não pude tomar a iniciativa, senão tinha sido logo o primeiro... resta saber em quê (hehehehe). Aliás estava mesmo junto a uma árvore que podia subir rapidamente, caso fosse necessário tirar umas fotos de um ângulo melhor, mas só por causa disso claro ;-)
 
Certo é que o Ricardo começou a gritar para os animais “saiam da frente senão eu chamo o Zé Latas” e não é que os animais saíram mesmo!

Mais à frente, repetiu-se a mesma história, com uma manada de vacas e bezerros no nosso caminho.

E desta vez o CowBiker Zé Latas desmontou-se da sua montada e afastou o gado do caminho dizendo "Saiam da frente senão eu chamo o Mói Almas" heheheh. Os animais começaram a correr como se não houvesse amanhã, demonstrando (O Zé Latas, claro) uma técnica e facilidade, na condução dos animais, só mesmo vista em campinos e cowbikers experientes.

Continuámos novamente o nosso percurso, desta vez sem mais interrupções bovinas.

Manteve-se sempre um bom ritmo durante o percurso, composto por alguns single tracks (Isto para aplicar uma linguagem mais técnica hehehe), zonas de bastante areia e algumas subidas de dificuldade acrescida, principalmente para os bttistas com mais “lastro”. O ambiente foi sempre, como de costume, muito descontraído e divertido onde imperou sempre o excelente espírito de camaradagem dos membros do Clube de BTT Trilhos da Lezíria.
Alguns kms mais á frente, após uma descida onde se atingem os cerca de 55 kms/hora, temos um dos ex libris do percurso, uma subida iniciada com alguma areia, desafiando a tração e equilíbrio dos cowbikers. Desta vez não houve correntes a saltar, embora alguns tenham tido maior dificuldade para chegar ao cimo, mas nada que não se fizesse a pé a empurrar a montada :-). Vemos, na foto seguinte, o Márcio em esforço na parte final da subida.
 
O Marco Ribeiro, afinal tinha recuperado muito bem da indisposição inicial e fez todas as subidas do percurso, algumas repetindo 3 vezes. Pode-se dizer que neste dia estava completamente imparável. Vejam só a à-vontade com que concluiu a subida:
 
Depois de uns minutos de descanso, para retemperar as forças e aumentar os níveis energéticos (Nesta fase ainda não havia minis), continuámos a volta por uma descida terminada numa curva de areia, à direita, seguida, mais á frente, de uma subida de elevada dificuldade, não pela inclinação mas sim pelo tipo de piso, onde abundam as pedras, vulgo “cascalho”, e a areia, fazendo uma combinação que mais parece... manteiga para os pneus traseiros das biclas.
Já nos últimos 10 kms da volta, passámos um single track onde houve duas quedas (Márcio e Merca) com direito a mortal encorpado de frente, de nota artística 8 hehehhe. Vejam o Ricardo Brites a demonstrar toda a sua técnica, nesta descida.
 
É claro que o Carlos Galambas não quis ficar atrás e, não só fez a descida, como se desmontou da bicicleta, em andamento, e fez o resto a pé. Nada disto teria sido especial, se não o tivesse conseguido sem cair :-).
 
Ainda tive tempo de fazer um pequeno vídeo do momento de descontração, mal sabia eu, nessa altura, que tinham havido as duas quedas referidas em cima.




Já quase no final da volta o Marco torceu o joelho esquerdo e, depois de escolher um sitio para se atirar para o chão, sem pedras claro, não fosse aleijar-se mais, esticou-se aflito com dores.
 
Foi socorrido de imediato pela equipa de 1ºs socorros da volta e prosseguimos sem mais sobressaltos.
Em termos estatísticos, no meu ciclómetro, a referir 41,2 kms realizados, em 2:41:31 horas, a uma média de 15,3 kms/hora, 1972 calorias derretidas e uma velocidade máxima de 44,78 kms/h.
Chegámos a Samora Correia, cerca das 12:30 e, como não poderia deixar de ser, o wrap up da volta foi feito acompanhado de minis e pão com chouriço.
Até à próxima volta cowbikers.

Saudações BTTistas,
Clube BTT Trilhos da Lezíria

2 comentários:

DCB disse...

Cowbikers... tá boa!!! eheheh Não há duvida que o moi-almas continua a aterrorizar bttistas e gado bovino.


abraço

Marco Campos disse...

Alguém poderia fornecer o percurso? Os bois investem ou são mansos e n causam problemas?
Abraço