segunda-feira, 13 de abril de 2009

El Infierno

Bom dia Bttistas,



No passado Domingo, apareceram 5 Bttistas na Esteveira. O grupo do Sousa parece que foi andar às 8H00, pois o Fernando Ferreira cruzou-se com eles quando vinha ao nosso encontro a rolar (!!!) desde Benavente.
É pena este pessoal não se manifestar. Por vezes temos poucos Bttistas a andar em Samora e seria agradável ter companhia, nem que para isso fosse necessário sair às 8H00.
Voltando ao que interessa, informo que apareci eu, o João Aires e o Fernando Ferreira, equipados com pneus de estrada e também o João Marçal e o Carlos Galamba com pneus Btt.

Pois é meus amigos, lá os “enganamos” aos dois e eles vieram fazer estrada também! A surpresa é que a nossa volta era até à Arruda-dos-Vinhos, eh, eh, eh!
O Aires nunca tinha lá ido, mas é forte a subir e já está habituado a levar “tareias”, agora o pobre Marçal não sabia ao que ia. Já o Galamba é um “habituée” e eu meus amigos, trato a montanha por “tu”.

E agora perguntam vocês: - Ah, então era por isto que ele intitulou a crónica de “El inferno”, iam para a serra!
Nada de mais errado meus amigos, este título surge unicamente porque, ontem acordei com um valente torcicolo, e, sabiamente decidi passar pomada de aquecimento no pescoço tapando de seguida com um cachecol, pois o homem foi feito para guerrear. Isto permitiu um alto desempenho desportivo, eh, eh, eh.
Assim resolvi o problema do torcicolo de forma simples, pois a dor causada pelo ardor (incêndio) da pomada facilmente me fez esquecer a dor do torcicolo, eh, eh, eh….
Parecia que tinha um lança-chamas apontado ao meu pobre pescoço!

Por fim, arrancámos em direcção a V.F. Xira e quando lá chegámos ainda tentei demover o Aires e o Ferreira a subir pelo Bom Retiro (uma subida durinha), para ao invés subirmos pelo lado do Carregado bem mais suave.
Acontece que os homens estavam “possuídos”, pois queriam treinar para a Serra da Estrela e então lá começámos a penosa subida. O Aires e o Ferreira estavam a subir muito bem, eu ia desgraçadamente atrás quando sou ultrapassado pelo estreante Marçal. O Galamba fechava o pelotão, imagino eu com muitas dificuldades (o costume), eh, eh, eh….

Pá, só vos digo que o Marçal tem um potencial enorme, pois subiu sempre com um andamento pesadíssimo, na sua bike de supermercado que possui uma incrível e saltitona suspensão total!!!????
É verdade o homem anda que se farta na montanha, com mais umas voltas deste tipo e uma bike decente, ele será uma mais valia para o CBTTTL.
Entretanto chegámos à Arruda e o meu velocímetro marcava 60,3 Km/H de máxima, atingidos na descida da Arruda! Seguimos em direcção ao Carregado e a minha ideia era esquivar-me à subida para a Loja Nova e prosseguir para o Carregado.
Recordam-se desta subida, já celebrizada numa crónica anterior? Sim, sim, era aquela que só se consegue subir com cordas e picareta e que de tão inclinada nem os pássaros lá vão??!!! Sim, essa mesmo, eh, eh, eh…...

Fomos os cinco directo para a subida, mas a intenção era vermos o Ferreira e o Aires a subir e voltarmos para o Carregado, pois eu estou parado há muito tempo, o Marçal era estreante e supostamente o Galamba não deveria estar muito interessado noutro “massacre”.
Mentira, ao vermos os homens a subir o Galamba incitou-nos a efectuar uma perseguição implacável que acabou, com os dois fugitivos a desaparecerem no horizonte, perseguidos por mim aos ziguezagues para não começar a andar para trás, o Marçal a “estoirar” e a prosseguir a pé e por fim o Galamba, já com as botijas de oxigénio que levava no Camelbag, eh, eh, eh….
Bem feito para o Galamba pois foi por causa dele que fomos fazer alpinismo!

E agora pára tuuuuuudooooo!

Para o final, estava guardado um dos piores momentos a que assisti em bicicleta e que espero, sirva de lição para o pessoal que não se preocupa muito com a qualidade das suas bikes.
Ao descermos a ponte de V.F. Xira, mesmo no final (pela via pedonal) existe uma pequena rampa que, se não houver cuidado, facilmente provoca um voo e consequente aterragem violenta. Pois é, foi precisamente o que aconteceu!
O Aires, o Ferreira e eu seguíamos na frente a 30 Km/H, mas como conhecemos bem o local abrandámos na rampa e descemos sem problemas. Parece que pressenti algo e olhei para trás e vi o Marçal a descer e virei-me de novo para a frente (tínhamos cerca de 100 m de avanço) e os carros começam a buzinar para nós. Foi então que percebemos que havia um problema grave, e, como naquela fracção de segundo tinha vislumbrado o Marçal, pensei que fosse um problema com o Galamba.

Pessoal, quando desatámos a pedalar em sentido inverso ao encontro deles, foram momentos arrepiantes pois já haviam carros a parar de um lado e doutro da estrada.
Era o pobre Marçal que se encontrava no declive da berma, deitado de barriga para baixo sem se mexer durante alguns momentos que pareceram uma eternidade. Por fim, o homem levantou-se pelo próprio pé (tinha ficado deitado a tentar perceber se tinha algum problema de coluna) provando ser um “duro”.
Se vissem o estado dele, até se arrepiavam. O homem saltou a rampa e quando aterrou a suspensão (espécie de suspensão) fez efeito de mola e provocou-lhe um tralho descomunal, pois deu uma cambalhota e foi atirado para a berma batendo com a cabeça no chão, o Galamba seguia atrás e quase lhe acertava.

Podia ter terminado mal o nosso treino, no entanto o “bravo” Marçal (acreditem que o homem é mesmo um duro) saiu deste desastre “apenas” com um joelho e um braço todos raspados e um dedo maltratado. Não sei se o joelho entretanto teve de ser suturado, pois apresentava um golpe enorme, mas apesar das mazelas o homem montou-se de novo na bike e fizemos a recta do Cabo a 30 Km/H !!!!!!????? Inacreditável a força de vontade e resistência do “incrível Hulk”!

Hummm! Parece que acabei de criar um Nickname porreiro para o Marçal, eh, eh, eh.



Grande abraço,



Charbel

2 comentários:

Daniel Brites disse...

Uiii até me arrepiei... espero que esteja tudo bem com o João Marçal e boa recuperação

Daniel brites

Anónimo disse...

ola rapaziada
estou quase bom, mais umas quedas e fico em forma.!!! hihihi

boas pedaladas.
joão marçal